NÃO CRIE CASO, CRIE COLMEIA!
Muitas vezes me perguntam qual a utilidade prática da filosofia, da contemplação ou da espiritualidade no ruído do dia a dia. A resposta, creio eu, não se encontra em grandes tratados acadêmicos, mas no microuniverso do meu quintal. Ali, entre o silêncio das plantas e o zumbido incessante da vida, percebi que a existência humana se resume, em última instância, a dois movimentos fundamentais: um que gera vida e perpetua a beleza (polinizar) e outro que consome energia, tempo e alma em vão (polemizar). Este livro nasce de uma inquietação: por que razão, sendo nós dotados de consciência e criatividade, insistimos tanto no ferrão e tão pouco no pólen? Por que razão escolhemos a contenda quando o mel da comunhão está ao nosso alcance? Ao longo destas páginas, não pretendo oferecer lições de botânica, mas sim um espelho. Quero que olhemos para as abelhas, essas criaturas por vezes temidas pela sua "periculosidade", mas amadas pela sua doçura, e que vejamos nelas o pro...